<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-4580931858491792448</atom:id><lastBuildDate>Tue, 15 Dec 2009 12:47:11 +0000</lastBuildDate><title>Recontadas</title><description>A vida já me proporciona muitas histórias. Acredito que durante todo o dia estamos cercados por elas. Fatos do cotidiano, reflexões que surgem. Fazemos e somos parte de histórias. Aqui pretendo só recontar alguns desses momentos... recontar histórias.</description><link>http://recontadas.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Carolina Souza)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>14</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4580931858491792448.post-4578495323752069069</guid><pubDate>Tue, 23 Jun 2009 15:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-23T08:14:39.404-07:00</atom:updated><title></title><description>Escrever por escrever só escrever&lt;br /&gt;Digitar por digitar só o digito ar&lt;br /&gt;Digito o ar&lt;br /&gt;Dito o ar&lt;br /&gt;Digo o ar&lt;br /&gt;Diz agitar&lt;br /&gt;Agito ar&lt;br /&gt;Ar&lt;br /&gt;Arrrrrrrgitado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a música é para inspirar&lt;br /&gt;Inspiro o ar&lt;br /&gt;E as pessoas são para dizer agitar&lt;br /&gt;E eu sou só para escrever digitar&lt;br /&gt;Desajeitar e depois me deitar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4580931858491792448-4578495323752069069?l=recontadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://recontadas.blogspot.com/2009/06/escrever-por-escrever-so-escrever.html</link><author>noreply@blogger.com (Carolina Souza)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4580931858491792448.post-5718574009769588432</guid><pubDate>Tue, 02 Sep 2008 18:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-02T11:31:45.373-07:00</atom:updated><title>Não mais, ou talvez ainda... uma recém-formada</title><description>Uma das minhas pendências pessoais neste blog era escrever sobre uma etapa que ainda é considerada muito importante na vida de alguém: os anos de faculdade. Acho que escrevo como uma recém-formada, mas me pergunto por quanto tempo poderei me valer dessa posição “recém”. Minha colação de grau foi em fevereiro de 2008, mas na prática eu já havia terminado meus estudos desde dezembro de 2007.&lt;br /&gt;Esses foram sem dúvida os anos mais intensos e loucos da minha vida! Não voltaria atrás... talvez até voltaria para aproveitar mais, porém quem garante que eu o faria? Bem me lembro de minha chegada à Faculdade de Comunicação Social da UERJ, ainda com resquícios de uma adolescente tímida e com muitas inseguranças. Um ambiente ao mesmo tempo tão almejado e temido. &lt;br /&gt;Chegar depois de mais de um mês de aula, por conta da última lista de reclassificados para o turno da manhã não foi a situação ideal. Lá fui eu para o meu primeiro dia de aula. A cabeça cheia de falações minhas. A turma já está formada! Vai ser horrível chegar agora. Estou morrendo de vergonha! Como serão essas pessoas? Daí, talvez uma pergunta: Você não estava também feliz por ter passado? Claro, claro, mas a tensão naquele dia era maior do que qualquer outro sentimento.&lt;br /&gt;Para a minha sorte outras três pessoas chegaram junto comigo vindos da mesma famigerada lista de reclassificação. Tão facilmente nos juntamos e aguardávamos aquele mundo novo que se descortinava. Mal sabia eu naquele momento que depois, ao longo de quatro anos, as coisas se tornariam muito mais fáceis. Me acostumei com a minha turma, fiz amigos queridos. Fui até madrinha de casamento de uma delas! &lt;br /&gt;Hoje, quando olho para trás, vejo o quanto eu mudei. Foi na faculdade que eu deixei escrever o texto para depois passar a limpo no computador (sim! Eu fazia isso!).  Foi lá que eu me apaixonei ainda mais por literatura e filosofia. Eu também, por mais contraditório que isso pareça, conheci mais de Jesus e aumentei a minha amizade com ele.  Conheci melhor o Movimento Estudantil Alfa e Ômega e vivi coisas muito legais com os meus amigos.  &lt;br /&gt;Sei que eu não sou a única a passar por mudanças.  Eu as percebo nas outras pessoas que estiveram comigo nesse tempo também. É no mínimo curioso perceber que no início somos, em maioria, mais sonhadores e otimistas quanto ao futuro e à carreira escolhida. Ao final a realidade (estudada, teorizada e vivida) acaba vencendo. Em função disso, lá se vão mais mudanças: de ideais, de propósitos e do que mais? Pessoas tímidas se revelam ousadas, pessoas rabugentas conseguem tirar lá do fundo do fundo do fundo a sua melhor simpatia. Bem vindos ao mercado de trabalho! Ou seria finalmente, a maturidade?&lt;br /&gt;E que siga a vida. Fico devendo a esse tempo: o documentário sobre meios de transportes, com a Carol Peixe; O livro “Você tem que acreditar” – uma auto-ajuda para trabalhos universitários, com orientação sobre como agir diante de professores excêntricos; Um outro livro que eu escreveria ainda como universitária, e que está estagnado em uma pasta do meu computador; Um livro sobre crônicas das histórias mais bizarras que eu ouvia ao ir e voltar de metrô para a UERJ; Decifrar os enigmas: porque aquelas frases em latim em alguns andares da universidade?;  Fazer mais disciplinas de literatura; Fazer mais poesias; Escrever, escrever, escrever... foi isso que me levou até o jornalismo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4580931858491792448-5718574009769588432?l=recontadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://recontadas.blogspot.com/2008/09/no-mais-ou-talvez-ainda-uma-recm.html</link><author>noreply@blogger.com (Carolina Souza)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4580931858491792448.post-1440185054425251156</guid><pubDate>Thu, 29 May 2008 15:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-29T08:13:55.477-07:00</atom:updated><title>Um monólogo do Brasil</title><description>- Deitado eternamente em berço esplêndido... Não sei de onde tiraram isso.... “deitado eternamente”? Todo dia eu preciso acordar e me levantar, até nos feriados...&lt;br /&gt;E quanto ao berço... sem comentários, já tenho mais de 500 anos.&lt;br /&gt;- Mas voltando para a minha rotina... é exatamente assim..... todos os dias, me levanto bem cedinho... tomo um bom café e vou vivendo.&lt;br /&gt;- Às vezes escolho os caminhos mais bonitos, me encanto com minha natureza, com as formas do relevo. Gosto de ver o verde da Amazônia, de respirar o ar puro de ouvir o barulho das águas doces de rios e cachoeiras. Mas gosto igualmente do barulho das ondas do mar ao encontrar a faixa de areia, tanto quanto dos galhinhos de árvore que se quebram no chão ao se desbravar por uma trilha no meio de uma serra.&lt;br /&gt;- De barulhos em barulhos  eu passo o meu dia. A trilha sonora a mais diversa... forró, maracatu, sertanejo, funk, samba, pagode, mpb, frevo... e vou ouvindo tantos sons que embalam as vidas. E quantas vidas... mais de 180 milhões vivem em mim. Se você quiser saber quem é natural de minhas terras.... procure um negro, ou uma ruiva, um loiro ou uma mulata, pode ser também um com traços orientais, ou ainda alguém que tenha um pouco disso tudo. &lt;br /&gt;- Com tanta variedade, não sei se conseguirei explicar de fato uma “rotina”. Mas só sei que acordo, todos os dias acordo. E quando vejo estou em uma rede, mas posso estar também em uma king size, como também no chão de uma casa simples, ou em uma calçada, que, num improviso, se tornou a minha cama. &lt;br /&gt;- Eu acordo de manhã e observo as minhas crianças. Umas vão para escolas, outras ainda dormem, tem aquelas também que já sentem o peso de trabalhar arduamente. Em suas casas algumas, são cuidadosamente educadas por pais presentes. Mas vejo também histórias que já nos primeiros anos de vida são marcadas por traumas e problemas de lares desestruturados.&lt;br /&gt;- Os dias vão seguindo o seu curso. O ritmo varia. Nas minhas maiores cidades, grandes centros urbanos, há uma pressa implícita que permeia a população. Entre as buzinas e sons de carros, nessa época do ano é muito provável encontrar umas pessoas, jovens, sabe? Pintados, pedindo dinheiro nos sinais – esses são os meus universitários. Dizem que são o meu futuro. Mas não sei se posso ter esperança. Em uma universidade qualquer, vejo jovens se drogando, embebedando, aprendendo a ser espertos e sempre se dar bem. Não conheço muitos que estejam realmente interessados no meu futuro. &lt;br /&gt;- Há um individualismo tão grande, que às vezes eu esqueço que existo, pois cada um está apenas pensando em si. Não sei qual o sentido de tanto estudo, na prática vejo tudo tão diferente.&lt;br /&gt;- Ah por este solo, por minha história, já se passaram tantas pessoas. Tanta gente, minha gente. Pessoas revolucionárias como Gilberto Freire, talentosas como Drummond. Mas foram tantos que já se foram e só restaram seus escritos e ideais que ainda relutam em sobreviver pela força de alguns. Mas por quê? Por que com tanta gente boa, a minha história tem caminhado desse jeito? Já tive filhos tão corajosos, que lutaram para enfrentar um sistema opressor. Tudo parece tão ... difícil de ser mudado.&lt;br /&gt;- Mas não se preocupe, eu sou um país cristão. Ainda posso recorrer a Deus. Sobre os cristãos. Bem não sei dizer exatamente, a maioria deles eu vejo em igrejas, das mais variadas, com imagens, sem imagens, enormes, minúsculas, luxuosas, simples. Os vejo cumprir alguns rituais. Vejo alguns que conversam com outras pessoas e compartilham sobre o amor de Deus. Esses crêem ser essa a esperança para uma nação melhor.&lt;br /&gt;- Eu tenho muita diversidade, e nessa área não é diferente. Tem tantos acreditando em tantas religiões, seguindo caminhos diversos, que dizem levar a Deus. São tantas maneiras criadas para isso, que parece ser algo muito complicado, chegar a Deus.&lt;br /&gt;- No meio de tantas cores, credos, classes sociais, culturas, pensamentos, quem se importa, realmente com o meu futuro, com o futuro dos filhos do meu solo que estão aqui e daqueles que ainda virão? &lt;br /&gt;- Aí quando as coisas se complicam, eu continuo vivendo,  escolho de novo aqueles caminhos bonitos e tão inspiradores, percebo a natureza exuberante que minhas terras exibem, evidências de um Criador. &lt;br /&gt;- Quem se importa? Eu sei que Ele se importa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4580931858491792448-1440185054425251156?l=recontadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://recontadas.blogspot.com/2008/05/um-monlogo-do-brasil.html</link><author>noreply@blogger.com (Carolina Souza)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4580931858491792448.post-3904626698737151496</guid><pubDate>Sat, 05 Apr 2008 14:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-11T05:43:13.752-08:00</atom:updated><title>Pendências parte 2: "Voltei [de] Recife, foi a saudade que me trouxe pelo braço"</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_p89TZeDruKI/SAfdwmtDxSI/AAAAAAAAACE/eQ4YZgZDnO0/s1600-h/DSC01311.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_p89TZeDruKI/SAfdwmtDxSI/AAAAAAAAACE/eQ4YZgZDnO0/s320/DSC01311.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190360922660783394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Depois de mais de um mês em Recife, eu realmente estava com saudades do meu Rio de Janeiro. Mas, não quero fazer desfeita com os recifenses, por isso essa postagem é em homenagem a eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em janeiro de 2008 passei o mês em um projeto missionário (o que é um projeto? Isso renderia outro post.) em Recife. Dentre as muitas atividades que eu e mais 90 pessoas fazíamos estava: evangelismo, discipulado, apresentações musicais... etc etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu diria que foi intenso. Muitas atividades, pouco tempo, muitas pessoas para conhecer, de vários lugares do Brasil. Foi muito bom também. Me lembro do lugar em que ficamos alojados, sei que nem todos deram a sorte que eu dei. Mas no meu quarto ventava muito à noite e eu até sentia frio. Algo muito incomum em uma cidade do nordeste barsileiro e em pleno verão. Eu me lembro também da primeira vez que andei pelas ruas do centro da cidade. Foi um momento de grande tensão. Minha amiga recifense me guiava e tentava me deixar atenta. Dizem que Recife é uma cidade violenta. Durande a minha estadia em Recife, eu acreditei mesmo nessa tal de violência. E fazia tudo direitinho: andava rápido, não falava com estranhos, e posicionava a minha bolsa estrategicamente sempre à minha frente. Coisas que eu não faço por aqui, mesmo conhecendo os perigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu quero falar de coisas boas, senão isso não será uma homenagem... hehe. O que eu mais gostei de lá foram as pessoas. Os recifenses (pelo menos os que conheci) são bem legais. Gostam de um bom papo. Conversei com vários deles e é engraçado, porque parece que eles, por mais ocupados que estejam, sempre vão arranjar tempo para conversar. Outra coisa que eu gostei foi de ver os rios que cortam a cidade, à noite. É uma cena muito bonita. As pontes (que são várias) ficam todas iluminadas. O centro histórico que dá para as margens dos rios, também tem umas casinhas antigas, bem conservadas(ao menos aparentemente) que ficam iluminadas à noite. O efeito das luzes refletidas no rio é lindo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem já falei das pessoas, do lugar... para completar gostei muito de um milk shake de Nutela. Na verdade eu só tomei um golinho do copo de uma amiga minha. Mas posso garantir que ele fez um sucesso entre os cariocas que estavam no projeto. Por falar em comida, posso mencionar também que em Recife eu comi o melhor crepe de toda a minha vida!(Massa de chocolate, recheio de sorvete de morango, cobertura de chocolate, raspas de chocolate branco e de chocolate ao leite). Como a Pri diria, comendo metade desses eu sou feliz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Termino o post falando de algumas curiosidades. O pessoal de Recife tem um jeito de falar interessante, um ritmo difente. Eu gostei e confesso logo que tenho a maior  facilidade em pegar sotaque, acho mesmo que quando voltei estava falando parecido com eles, mais cantado, com mais ênfase nas interrogações. Outra coisa interessante é o custo do taxi... muito mais barato que o do Rio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora por que, mesmo estando em uma cidade com coisas legais, tive saudades do Rio de Janeiro? Por que gosto de feijão preto, porque o carioca sabe como ninguém dá informações sobre como chegar a um lugar, porque amo a comidinha da mamãe, e gosto muito da minha querida cidade maravilhosa!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4580931858491792448-3904626698737151496?l=recontadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://recontadas.blogspot.com/2008/04/pendncias-parte-2-voltei-de-recife-foi.html</link><author>noreply@blogger.com (Carolina Souza)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_p89TZeDruKI/SAfdwmtDxSI/AAAAAAAAACE/eQ4YZgZDnO0/s72-c/DSC01311.JPG' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4580931858491792448.post-4939156031448870946</guid><pubDate>Sun, 23 Mar 2008 19:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-23T13:40:47.073-07:00</atom:updated><title>Air China... um vôo para o outro lado do mundo</title><description>Como a China está na moda (até virou tema do catálogo de modas da C&amp;A), resolvi escrever aqui como foi o meu primeiro vôo em um avião chinês (e provavelmente um dos únicos, hehe). Na última postagem falei sobre a aventura que vivi na Coréia do Sul e essa viagem foi o motivo pelo qual passei pela China. Nosso trajeto de vôo incluiu o trecho Frankfurt - Pequim. Até então nossa viagem estava bem "normal". Sim, estar na Alemanha, não é a mesma coisa que estar no Brasil, mas nós nem saímos do aeroporto em Frankfurt, e andávamos o tempo todo juntos. Entrar no avião que partia rumo a Pequim foi o que fez cair a ficha para mim: eu começava a entrar em contato com uma outra cultura - a oriental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso grupo tão unido, ficara disperso no avião imenso de dois andares, com fileiras com 10 ou 11 assentos cada. Fiquei isolada, com um monte de chineses ao meu redor. Me senti muito perdida, ouvindo várias pessoas falarem alto e empolgadamente um idioma tão estranho para mim. E enquanto o avião não partia já tive uma prévia do que seria aquele vôo. Pessoas amontoadas em pé e fazendo muito barulho. Barulho chinês. &lt;br /&gt;Pensei eu "Pelo menos vou poder dormir, se eu pudesse apagava aqui e só acordava na chegada em Pequim." Seriam cerca de 10 horas de viagem e na verdade eu pude fazer muito mais do que dormir naquele vôo. O meu assento ficava em um grupo de 4 lugares no meio do avião. Já vi que teria que passar pelo constrangimento de incomodar alguém para me levantar, mas tudo bem, faz parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o avião já no ar, eu tentei me distrair enquanto o sono não vinha. Coloquei os meus fones. Dentre as opções: música oriental. Eu me senti realmente do outro lado do mundo, imersa em uma cultura tão diferente da minha. Foi uma sensação muito estranha, queria muito ter brasileiros por perto para comentar como estava sendo a experiência. Poderia fazer isso sem o menor constragimento, pois o português deve ser tão estranho para eles quanto o chinês foi para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentei dormir, mas em vão. Me sentia expremida no meio de tanta gente. Depois do jantar, os comissários de bordo começaram a passar com carrinho para venda de produtos da Duty Free. Um alvoroço se instalara então, as pessoas ficaram muito empolgadas, nem mesmo esperavam, saíam de seus lugares na direção dos carrinhos para fazerem suas compras. Que cena! Me senti em uma feira. Decidi então sair do meu lugar e dar uma voltinha, já que pelo visto, isso é totalmente comum em um vôo chinês, fui procurar por alguns amigos brasileiros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversamos e vi que eu não estava só no meu estranhamento. Juntos, até rimos da situação, pensando em como esse vôo foi diferente de qualquer outro que já fizéramos antes. Enquanto conversávamos, decidimos puxar assunto com um jovem casal (chinês) que estava atrás de nós. Passamos primeiro um tempo comfabulando "o que vamos perguntar para eles?". Começamos a nossa conversa, com nosso inglês de improviso, procuramos depois saber se eles já tinham ouvido sobre Jesus. Por incrível que pareça eles não sabiam de quem estávamos falando. Ficamos surpresos com a resposta deles. Sentimos mais uma vez como estávamos, mesmo dentro de um avião, em uma realidade muito diferente da brasileira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4580931858491792448-4939156031448870946?l=recontadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://recontadas.blogspot.com/2008/03/china-air-um-vo-para-o-outro-lado-do.html</link><author>noreply@blogger.com (Carolina Souza)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4580931858491792448.post-2176025529891461181</guid><pubDate>Mon, 25 Feb 2008 18:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-11T05:43:13.920-08:00</atom:updated><title>Pendências - Parte 1:: Uma aventura à coreana</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_p89TZeDruKI/R8MqIoozAhI/AAAAAAAAABI/IeAg63HG2CM/s1600-h/Korea_south+146.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_p89TZeDruKI/R8MqIoozAhI/AAAAAAAAABI/IeAg63HG2CM/s320/Korea_south+146.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5171023124987314706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Para se contextualizar: no meio do ano de 2007, aconteceu em Busan, Coréia do Sul , uma conferência mundial que reuniu estudantes universitários de várias partes do mundo - Campus Mission 2007, ou vulgo CM. O que nos uniu? O amor de Deus. Nosso objetivo? Torná-lo conhecido em toda a Terra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então,&lt;br /&gt;não sei se alguém ainda insiste em ler esse blog na esperança de uma nova postagem... que há meses não vem...&lt;br /&gt;Mas resolvi hoje que começarei a diminuir as minhas pendências nesse espaço. Preciso começar de onde parei... e isso me lembra a viagem alucinante de 12 dias para a Coréia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pense em uma aventura em várias línguas e culturas... talvez por aí você consiga captar o que foi essa viagem. Nossa tragetória teve como ponto de partida o Rio de Janeiro e incluiu Frankfurt, Pequim e finalmente Busan, na Coréia do Sul. Essa 1ª pessoa no plural, que uso e ainda vou mencionar aqui é composta por cariocas, cearenses, paulistas, recifences e a Stella, que não me lembro agora qual o estado de nascimento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, a nossa chegada em Busan se deu pela noite. Já nos encontrávamos literalmente do outro lado do mundo, com uma diferença de 12 horas no fuso, comparado com o Brasil. Estava como muito sono, pois mal dormira nas longas viagens de avião (o  trecho Frankfurt-Pequim, aliás, nos rendeu uma inesquecível experiência antropológica, digna de um post exclusivo), por isso depois de chegar ao hotel que nos hospedou fui dormir o doce sono dos justos, para recarregar as energias para os dias que seriam os mais intensos que já vivi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não irei retratar aqui minunciosamente cada dia... até porque não sei se a minha memória seria tão fiel. Mas vou destacar algumas das coisas que mais me marcaram, a começar pela comunicação. Eram pessoas de mais de 120 países, mas incrivelmente conseguimos nos comunicar muito bem. Eu que no Brasil sempre me envergonho de balbuciar algumas palavras do meu inglês básico, tomada pelo clima global, falava empolgadamente com pessoas de vários lugares, sem me importar com os meus evidentes erros. O importante era se comunicar, servia um inglês basiquinho como o meu, serviam as mãos, gestos e mímicas também. Nem todos os coreanos falavam inglês, mas eles conseguiam se conectar com as pessoas mesmo assim, nem que fosse só para tirar uma foto. "Brasil, Kaká, Ronaldo!!!" - o grupo de brasileiros no CM ouviu muitas frases como essas acompanhadas de sorrisos que nos pediam uma "picture!!!" (=foto!!!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os coreanos têm muitas características admiráveis. Eles são super dedicados, vários voluntários trabalharam muito para que a conferência tivesse uma infraestrutura que desse conta dos 18 mil estudantes ali reunidos. São muito hospitaleiros também. No nosso dia de folga, eu e mais duas amigas brasileiras, andamos pelas ruas de Busan guiadas pacientemente por duas coreanas muito fofas! Elas tiveram que agüentar as nossas milhares de perguntas e mediar as nossas conversas com os comerciantes. Foi um dia muito divertido, me senti muito acolhida, apesar de estar em um lugar tão distante e diferente de casa.&lt;br /&gt;O gosto deles é apimentado. Nesse mesmo dia fui lanchar no KFC e, com o meu inglês que já espliquei como é, tentei explicar para a atendente que eu queria um hambúrguer sem pimenta.... pois então o lanche mais "leve" que tinha lá ainda assim fez a minha língua arder. Depois de andar muito, as coreanas que nos acompanharam resolveram nos pagar uma sobremesa. Entramos em uma lanchonete muito lindinha, nos estilo de sorveteria. A guloseima consistia em frutas picadas, leite, gelo raspado e feijão doce! Comi tudinho, mas confesso que foi muito estranho comer um feijão doce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora as inúmeras experiências culturais que tivemos, o CM foi também um tempo muito bom para adorar a Deus. Sim, eu sei podemos fazer isso em todos os lugares. Mas a sensação de estar com cristãos de centenas de países louvando, orando, conversando... puxa, isso é indescritível. E com certeza é o que mais me marcou nessa viagem.&lt;br /&gt;Tem muito mais coisas que aconteceram nesse dias tão intensos, em que acordávamos cedinho para as programações e não tínhamos pena de dormir bem tarde depois de várias conversas com pessoas que íamos conhecendo a cada dia. Mas meu relato vai ficar por aqui. E só de relembrar fiquei com saudades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4580931858491792448-2176025529891461181?l=recontadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://recontadas.blogspot.com/2008/02/pendncias-parte-1-uma-aventura-coreana.html</link><author>noreply@blogger.com (Carolina Souza)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_p89TZeDruKI/R8MqIoozAhI/AAAAAAAAABI/IeAg63HG2CM/s72-c/Korea_south+146.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4580931858491792448.post-1435707621343494092</guid><pubDate>Fri, 01 Jun 2007 18:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-06-01T11:45:11.464-07:00</atom:updated><title>No "banco alto"</title><description>"Mãe, eu quero ir no banco alto!!!" Minha mãe ouviu isso durante toda a minha infância. Minha família, classe média baixa, moradora do subúrbio carioca, fazia o mesmo ritual a cada domingo. Eu morava em... hum taí algo difícil de dizer. Já estivemos em tantos lugares. Mas digamos que eu morava em Cavalcanti. Minha igreja ficava na Tijuca. O ritual era pegar o ônibus: meus pais, meus dois irmãos mais novos e eu. Lá íamos nós rumo à Escola Dominical.&lt;br /&gt;Uma vez dentro do ônibus recomeçava a disputa: quem iria sentar no banco alto? Éramos três irmãos e já estávamos relativamente grandinhos para ocuparmos os três um mesmo banco. Aiai, como eu gostava do banco alto! Se eu ficasse do lado da janela então... puxa, que felicidade! Era a minha realização. Ficar no banco alto era bom porque eu me sentia grande, via tudo de cima, como uma adulta! E da janela eu via o mundo, com uma visão privilegiada, eu enxergava melhor.&lt;br /&gt;Outro dia fui pegar o ônibus lá na faculdade. Estava indo para o trabalho. Tinha vários lugares livres, mas inconscientemente me dirigi ao "banco alto", acho que até hoje eu gosto de me sentar nele. Mas é engraçado a diferença em relação àqueles tempos. Não se trata mais de um "acontecimento", é praticamente indiferente para mim.&lt;br /&gt;Mas nesse dia, me lembrei de minha infância e me diverti ao pensar "Eba, hoje eu sentei no banco alto!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4580931858491792448-1435707621343494092?l=recontadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://recontadas.blogspot.com/2007/06/no-banco-alto.html</link><author>noreply@blogger.com (Carolina Souza)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4580931858491792448.post-6788088462252553703</guid><pubDate>Fri, 01 Jun 2007 17:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-06-01T11:28:12.186-07:00</atom:updated><title>Emocional</title><description>Faz tempo que não escrevo, ultimamente tenho corrido muito... mas quem não corre?&lt;br /&gt;Vi, no lado esquerdo da página principal do meu blog o título do texto que eu postaria aqui futuramente - "emocional". O futuro foi ficando distante e resolvi fazer dele hoje presente.&lt;br /&gt;A idéia é fazer uma defesa das emoções. Sei que isso não vai agradar a todos, mas preciso falar o que penso. Vejo muita gente valorizar a razão. Isso acontece em vários lugares: na universidade, entre meus amigos, na igreja. Isso na verdade nem é uma discussão recente. Desde que o homem é homem a razão é debatida e defendida, vejam-se os filósofos da Grécia Antiga. &lt;br /&gt;Não acho a razão ruim e nem quero aqui contestá-la. Apenas vejo que nós não somos apenas seres racionais temos as nossas emoções também e acredito que elas não devem ser sempre reprimidas. Aquilo que eu sinto também é importante, e pode me indicar várias coisas. A minha emoção pode até ajudar a minha razão.&lt;br /&gt;Não quero dizer com isso que devemos sair por aí guiados pelo que sentimos ("siga o seu coração" - talvez a frase mais comum nos filmes de Hollywood), mas quero dizer que não devemos cair em um outro extremo e condenar as emoções. &lt;br /&gt;"Só devo agir racionalmente...etc etc" É esse pensamento que eu quero rejeitar aqui. O que sinto pode me ser muito util. Várias vezes eu percebo coisas, não porque cheguei a um raciocíneo lógico que me levou àquela conclusão, mas simplesmente porque senti.&lt;br /&gt;Acredito que quando a gente pensa nas nossas emoções submetidas a Deus, maior ainda são as chances delas nos dizerem algumas coisas. Nos indicarem quando fizemos algo errado - geralmente ficamos tristes com isso, não é? Nos mostrarem quando fizemos algo certo - ufa! que alívio... parece que tiramos um peso de nossas costas. Existem tantas possibilidades daquilo que as nossas emoções podem nos indicar... arriscaria dizer que não tem fim, porque a nossa vida inteira vivemos "tantas emoções" (como diria Roberto Carlos - aiai... já tá ficando meio piegas..rs)&lt;br /&gt;Enfim, se faço essa defesa das emoções é porque vejo que elas comumente têm sido tachadas como algo negativo. Acho esse julgamento muito injusto e quis mostrar aqui que elas são importantes na nossa vida sim. Aliás seria muito chato viver sem sentir nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4580931858491792448-6788088462252553703?l=recontadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://recontadas.blogspot.com/2007/06/emocional.html</link><author>noreply@blogger.com (Carolina Souza)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4580931858491792448.post-942916392151733578</guid><pubDate>Tue, 01 May 2007 11:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-05-01T05:03:12.229-07:00</atom:updated><title>Olha o aviãozinho</title><description>&lt;em&gt;Uma breve “retrato sociológico” do comportamento em grandes eventos públicos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu não tinha grana para viajar no último feriado (sábado, 21 de Abril). Sim, eu fui uma das mais de 1 milhão de pessoas que estavam na enseada de Botafogo para ver a Corrida de Aviões.&lt;br /&gt;Na sexta-feira à noite, liguei para um amigo perguntando: você acha que vai ser legal, essa tal de Corrida de Aviões? Depois de convencida, estava marcado com uma galera de seis, sete pessoas... 12:30 h na entrada do Botafogo Praia Shopping. Pois é, eu realmente pensava que essa era uma idéia super original, e que facilmente eu chegaria ao local de metrô e acharia os meus amigos no ponto combinado. Pura ingenuidade. Assim como eu, milhares de pessoas que se dirigiam para o “grande evento” pensaram o mesmo e se surpreenderam quando se depararam, por exemplo, com a fila do metrô de Del Castilho, que tomava toda a passarela. &lt;br /&gt;Enquanto eu esperava na fila, de baixo de um sol quente, que tem se tornado típico do outono carioca, só me restava ouvir a conversa alheia. E por vezes essa é uma divertida ocupação. Um homem de meia-idade conversava com a sua mulher. “Pois é, você achava que nós seríamos os únicos a ter essa idéia? Deixar o carro no shopping, para depois pegar o metrô?” De fato, foram muitas as idéias para chegar até o evento, com um mínimo de transtorno e demora possível, mas quando se reúnem mais de um milhão de pessoas, é muito difícil ser assim tão criativo e ter uma idéia exclusiva.&lt;br /&gt;E lá estava eu, ainda na fila do metrô... quando consigo entrar finalmente na estação e me aproximo do guichê, aguardando para pagar a passagem, uma propaganda me chama atenção, resumidamente dizia que se eu tivesse comprado um bilhete múltiplo não precisaria ter enfrentado aquela fila. Nunca uma publicidade foi tão direta comigo, me senti uma idiota de ter esperado tanto tempo, mas enfim, já estava ali e conseguira comprar o meu bilhete. Agora era só entrar no trem e pronto.&lt;br /&gt;Não sei se já falei isso, mas... nada é tão simples assim, quando um milhão de pessoas se locomove para o mesmo ponto da cidade. O metrô estava lotado, mas diferentemente do que acontece durante a semana, as pessoas não estavam estressadas (pelo menos quem conseguia entrar no vagão) e se divertiam com a situação. Gritos de “uhuuul” e brincadeiras com quem ficava para trás “qua qua rá... ficou a pé!” eram ouvidos o tempo todo. No Estácio, ao fazer a transferência, mais gritaria sempre que um trem chegava na plataforma. Quem teve a idéia “original” de deixar o carro no centro da cidade para seguir de metrô, “Ficou a pé! Ficou a pé!”. &lt;br /&gt;Prossigamos nesse sábado dos aviões. Descer na estação de Botafogo nem foi difícil, bastou apenas me deixar levar pela massa que ia para o mesmo evento. Enquanto subia a escada, olhei para trás e vi uma multidão que tomava toda a plataforma. Algumas pessoas aguardavam próximo às catracas da estação e usavam seus celulares com câmera para registrar o momento – tudo era festa. Ao subir para a superfície, lá estavam os aviões dando piruetas no céu. &lt;br /&gt;A praia estava tomada de gente, a pedra que contorna uma parte do aterro do Flamengo se transformara numa arquibancada e outros lugares inusitados também serviram de espaço para o público ávido por ver o espetáculo aéreo. Os prédios de frente para a enseada também estavam lotados. As pessoas se grupavam nas varandas e janelas. Uma amiga que estava no meu grupo conhecia um desses moradores, mas o apê com uma única janela para a enseada já estava cheio. O jeito foi ir para a praia mesmo. Mas antes, fizemos uma parada para lanchar. Aliás, os donos de restaurantes, barzinhos e lanchonetes, dentro e fora do shopping, foram provavelmente os mais felizes nesse dia. Não havia uma birosquinha sem fila. Depois de abastecidos, encontramos nosso lugarzinho ao sol para ver os aviões – era para isso que estávamos ali né? Depois de engarrafamento, metrô lotado, celular sem funcionar etc etc conseguimos enfim curtir as manobras aéreas. A essa altura a corrida já estava nas finais, o que nos rendeu assistir a  quatro apresentações e no final, um show de acrobacia do piloto brasileiro. Por falar em Brasil, essa foi a primeira vez que esse campeonato aconteceu em nossa terra, mas apesar da grande presença de público, quem falava em português era o “animador”, o locutor mesmo, narrava tudo em inglês. &lt;br /&gt;Confesso que se eu soubesse de todos os “poréns” antes de sair de casa, teria escolhido um sábado mais tranqüilo, até mesmo alugando um dvd. Mas, a saída valeu, pelo menos pela presença dos amigos. Depois de terminado o show aéreo, nem pensávamos em voltar para casa imediatamente e passar pelos mesmos perrengues. Fomos andando para o Rio Sul. Como já era de se esperar - muitas pessoas tiveram a mesma idéia – e enquanto passávamos pelo túnel, a multidão gritava “Uhuul! Uhuul!”, achando graça do seu próprio eco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4580931858491792448-942916392151733578?l=recontadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://recontadas.blogspot.com/2007/05/olha-o-aviozinho.html</link><author>noreply@blogger.com (Carolina Souza)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4580931858491792448.post-4492867173765756393</guid><pubDate>Wed, 28 Mar 2007 13:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-11T05:43:13.972-08:00</atom:updated><title>Amigos</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_p89TZeDruKI/Rg0X95VcmyI/AAAAAAAAAAg/wZ__Ts_Xm-Q/s1600-h/amigos.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_p89TZeDruKI/Rg0X95VcmyI/AAAAAAAAAAg/wZ__Ts_Xm-Q/s320/amigos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5047717109482429218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"E Jônatas, filho de Saul, foi falar com ele [Davi] em Horesa, e o ajudou a encontrar forças em Deus" I Samuel 23:16&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É lindo ver como Deus nos criou para termos um relacionamento com ele e com as pessoas. Li esse versículo outro dia e gostei muito. Ele mostra a maneira, como eu entendo, que Deus vê a amizade. Ter um amigo é ter alguém que vai te ajudar a encontrar forças em Deus. E, cá prá nós, tem coisa melhor do que um amigo assim? &lt;br /&gt;É aquele amigo que quando você fala sobre seus problemas e crises, entende perfeitamente o que você está dizendo. Que alívio sinto quando ouço: "Eu sei exatamente o que você está passando" ou "Ísso também acontece comigo"... hahaha&lt;br /&gt;É muito bom... com medo, depois de pensar e repensar resolvemos nos expor e então, descobrimos que não somos ETs, que somos humanos, estamos no mesmo barco, e nossos amigos vivem os mesmos conflitos que a gente também, mas às vezes em épocas diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tudo me lembra uma frase de CS Lewis, que eu gostei muito também:&lt;br /&gt;"Nada, desconfio eu, é mais desconcertante na vida de qualquer homem do que descobrir que existem pessoas muitíssimo parecidas com ele." &lt;br /&gt;Mas é verdade né? Já passei por isso umas poucas vezes, conheci pessoas muito parecidas comigo, não tanto na personalidade, mas nos gostos e pensamentos. É emocionante, a identificação é imediata. E em todas as vezes me apeguei a essas pessoas e mantive minha amizade com elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, reconheço que não é tão natural assim a gente se abrir para outros e permitir essa oportunidade de descobrir alguém muito parecido, de início (pelo menos isso acontece comigo), tendo a me fechar... mas vale apena arriscar, se expor e poder&lt;br /&gt;receber como Davi ajudas tão preciosas para encontrar forças em Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4580931858491792448-4492867173765756393?l=recontadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://recontadas.blogspot.com/2007/03/amigos.html</link><author>noreply@blogger.com (Carolina Souza)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_p89TZeDruKI/Rg0X95VcmyI/AAAAAAAAAAg/wZ__Ts_Xm-Q/s72-c/amigos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4580931858491792448.post-9219545763776436553</guid><pubDate>Sat, 24 Mar 2007 18:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-03-24T12:11:46.455-07:00</atom:updated><title>Sacolas</title><description>Dia desses, quando descia do metrô na estação Maracanã, pensei na importância das sacolas. Explico. O dia estava chuvoso e, ao sair da estação, vi várias pessoas que, como eu, tiravam de suas bolsas o guarda-chuva envolto em uma sacola de plástico.&lt;br /&gt;Conheci um professor, na minha época de vestibulanda, que afirmava coincidirem todas as questões de geografia em uma resposta: concentração de renda ou desigualdade social. Percebi, que o caso das sacolas tem um “quê” geográfico por tratar também da desigualdade social.&lt;br /&gt;Você percebe o nível social de uma pessoa, em um dia chuvoso, pela sacola que ela utiliza para guarda o guarda-chuva (desculpe a redundância). Tem os moradores de bairros sem um grande supermercado: eles utilizam um saco preto, já que o estabelecimento não tem recursos para confeccionar sacolas com a sua marca. Os que freqüentam supermercado maiores, são maioria e, por isso, os mais fáceis de se encontrar em dias de chuva; eles exibem a sacola do lugar onde geralmente fizeram suas últimas compras.&lt;br /&gt;No universo dos “sacoleiros” também existe uma elite; são os mais privilegiados, que não utilizam sacolas de supermercado, mas de lojas de marca. A jovem-madame vai sair de casa, está chovendo, então sua empregada diz: “Tá levando o guarda-chuva, para caminhar pelo estacionamento da sua faculdade?” Quando ela responde afirmativamente, a outra continua: “E a sacola? Onde você vai colocar o guarda chuva molhado?” Ela vai, pega sua bolsa da Farm, retirando suas roupas recém-compradas, que ainda estavam lá dentro, coloca o guarda-chuva na sacola de grife e sai.&lt;br /&gt;Sacolas podem ser inscritas no senso – “Qual sacola você usa para pôr o guarda-chuva?” – o IBGE obterá uma nova forma de avaliar as condições sociais no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja qual for sua sacola, mesmo sem pensar nela com tal profundidade, só não a esqueça m um dia chuvoso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Escrito dia 08/10/2004, e postado aqui em homenagem às águas de março que timidamente vieram nessa semana.  &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4580931858491792448-9219545763776436553?l=recontadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://recontadas.blogspot.com/2007/03/sacolas.html</link><author>noreply@blogger.com (Carolina Souza)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4580931858491792448.post-423235575439955274</guid><pubDate>Mon, 19 Mar 2007 15:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-03-19T09:06:19.489-07:00</atom:updated><title>Abanador</title><description>Está quente. Muito quente. E parece que as poucas águas de março que cairam, não ajudaram muito, até agora.&lt;br /&gt;Enquanto isso, vamos tocando a vida nesse Rio de Janeiro. Lugar comum, quando se fala da nossa cidade é tocar no tema violência. Ultimamente esse assunto vem sendo explorado mais do que o "normal" nos meios de comunicação. Nos chocamos, até choramos com notícias carregadas de emoções fortes. Desespero, dor, ódio, revolta. Folhear as páginas de qualquer jornal (repito QUALQUER jornal... do mais "chinfrim" ao mais elitizado) é estar disposto a ler matérias inúmeras que fazem da tragédia um espetáculo. Tenho para mim que esse sensacionalismo banaliza os atos bárbaros. É todo dia a mesma coisa, sendo tratada da mesma forma. &lt;br /&gt;Outro dia vi algo que me fez pensar em escrever esse texto aqui. Estava em um auditório da minha universidade. O local se encontrava cheio e o ar-condicionado não funcionava. Pelo salão, enquanto o palestrante falava, ouviam-se pequenos ruídos de abanadores. Cada um buscou em suas bolsas e mochilas um "papelzinho" para se refrescar. Na cadeira à minha frente, um menino se refrescava abanando um jornal dobrado. A foto da capa me chamou atenção: era uma senhora negra chorando. Depois de terminada a reunião pedi ao garoto que me desse o jornal. A manchete dizia: "Agora quem chora é a mãe do Thiago".&lt;br /&gt;Fiquei pensando como o jornal é tão descartável com suas notícias, por mais tristes e apelativas que sejam. Aquela edição serviu de abanador e provavelmente para inúmeros outros fins. Embalar ovos, forrar o chão da cozinha para proteger da gordura, tapar alguma janela sem vidro.&lt;br /&gt;O tempo passa e depois do susto, do choro, da raiva, parece que nos esquecemos e continuamos a viver normalmente. Achamos que nada aconteceu, tudo está em seu lugar, essas coisas são naturais, já estamos acostumados com isso mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4580931858491792448-423235575439955274?l=recontadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://recontadas.blogspot.com/2007/03/abanador.html</link><author>noreply@blogger.com (Carolina Souza)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4580931858491792448.post-2251208110460643615</guid><pubDate>Tue, 13 Mar 2007 12:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-03-14T05:20:19.070-07:00</atom:updated><title>Primeiro o urso...</title><description>Estou lendo I Samuel, sei que é redundante dizer que cada vez que a gente lê a Bíblia a gente aprende uma coisa diferente, por mais que seja a passagem mais conhecida... Então, ontem li a famosa história de Davi e o gigante Golias... lá estava eu lendo, imaginando já tudo o que ía acontecer... a roupa pesada em Davi, as cinco pedrinhas, a atiradeira, e um gigante de quase três metros.&lt;br /&gt;Mas enquanto lia, vi o quanto Davi confiava em Deus... ele não deu uma de marrento e resolveu "Vou enfrentar esse grandão aí", mas ele teve um pensamento de fé. Disse para Saul que Deus já havia o ajudado a matar um leão e um urso, então ele o ajudaria a matar Golias também. Davi enfrentou o Gigante como uma pessoa que tinha convicção de que Deus estava com ele. Ele sabia o que estava fazendo. Isso, para mim, é impressionante! Eu nunca matei um leão... rs, mas já passei por alguns momentos difíceis. Porém, quando me encontro diante de um desafio ainda maior, ou, quando chega a vez do gigante, geralmente a minha atitude é pensar "Cara, da outra vez a coisa não estava tão feia assim, mas agora, não sei não, acho que não vai dar certo." Um pensamento oposto ao de Davi. Deus tem para nós desafios cada vez maiores, para que a gente possa confiar ainda mais nele. eu não creio que Davi enfrentou Golias se garantindo na sua própria força e habilidade. Ele confiou em Deus, no Seu Espírito, que já habitava nele. E assim vamos nós, quanto maiores os desafios, menos armaduras, menos pedrinhas, menos recursos nossos e mais da ação de Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4580931858491792448-2251208110460643615?l=recontadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://recontadas.blogspot.com/2007/03/primeiro-o-urso.html</link><author>noreply@blogger.com (Carolina Souza)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4580931858491792448.post-2470532966400432166</guid><pubDate>Sun, 11 Mar 2007 18:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-11T05:43:14.159-08:00</atom:updated><title>Fundo de Tela</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_p89TZeDruKI/Rgafd0o_a0I/AAAAAAAAAAM/q7iLkO8WeK4/s1600-h/alentejo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_p89TZeDruKI/Rgafd0o_a0I/AAAAAAAAAAM/q7iLkO8WeK4/s320/alentejo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5045895767210814274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O que você costuma colocar no seu fundo de tela? Parece uma pergunta sem sentido? Mas a gente pode descobrir muito sobre uma pessoa pelo fundo de tela que ela coloca. Tem aqueles que usam o computador só quando necessário e o papel de parede com a logo do windows é permanente. Tem outros que fazem isso por falta de opção mesmo: deu algum erro no computador e até hoje não aprenderam a “restaurar as configurações de tela”. Em ambiente de trabalho, aonde nem sempre há liberdade, geralmente o fundo padrão é a marca da empresa. &lt;br /&gt; Agora se a gente for falar do computador para uso pessoal mesmo, aquele amareladinho que guarda na memória suas fotos, emails e conversas de msn mais preciosas... enfim, se passarmos a falar daquele computador que você já até deu nome e é praticamente seu amigo, guardador fiel de tantos segredos... aí é outra história. Nesse caso sim, volto para a teoria inicial, o fundo de tela diz muito sobre alguém. Alguns colocam uma foto que traga alguma recordação especial, outros uma paisagem paradisíaca de uma praia havaiana, por exemplo. No meu pc a paisagem é de “Alentejo” – uma região de Portugal. O fundo de tela é o lugar que eu gostaria que fosse hoje o meu primeiro plano. O verde que eu vejo gostaria de tocar. Pisar de pés descalços na plantação, deitar sob o céu azul. Acho que não sou a única. Você já olhou para algum fundo de tela (de repente, pode ser até o seu) e pensou “puxa, se eu pudesse estar lá”? O fundo é fuga. E você pode olhar para a paisagem em qualquer dia, ela vai está aí na sua tela, até você resolver mudar, só pra variar um pouquinho.&lt;br /&gt; Tem gente que coloca aquário para descanso de tela. Aí depois de uns minutos surgem peixes nadando no pc. Eu não quero aquário, se quiser, posso ter um aqui em casa. Quero o fundo que hoje não posso ter, e que a minha tela não tenha descanso dele... mas um dia, quem sabe? Estarei nele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4580931858491792448-2470532966400432166?l=recontadas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://recontadas.blogspot.com/2007/03/fundo-de-tela.html</link><author>noreply@blogger.com (Carolina Souza)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_p89TZeDruKI/Rgafd0o_a0I/AAAAAAAAAAM/q7iLkO8WeK4/s72-c/alentejo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item></channel></rss>