"Mãe, eu quero ir no banco alto!!!" Minha mãe ouviu isso durante toda a minha infância. Minha família, classe média baixa, moradora do subúrbio carioca, fazia o mesmo ritual a cada domingo. Eu morava em... hum taí algo difícil de dizer. Já estivemos em tantos lugares. Mas digamos que eu morava em Cavalcanti. Minha igreja ficava na Tijuca. O ritual era pegar o ônibus: meus pais, meus dois irmãos mais novos e eu. Lá íamos nós rumo à Escola Dominical.
Uma vez dentro do ônibus recomeçava a disputa: quem iria sentar no banco alto? Éramos três irmãos e já estávamos relativamente grandinhos para ocuparmos os três um mesmo banco. Aiai, como eu gostava do banco alto! Se eu ficasse do lado da janela então... puxa, que felicidade! Era a minha realização. Ficar no banco alto era bom porque eu me sentia grande, via tudo de cima, como uma adulta! E da janela eu via o mundo, com uma visão privilegiada, eu enxergava melhor.
Outro dia fui pegar o ônibus lá na faculdade. Estava indo para o trabalho. Tinha vários lugares livres, mas inconscientemente me dirigi ao "banco alto", acho que até hoje eu gosto de me sentar nele. Mas é engraçado a diferença em relação àqueles tempos. Não se trata mais de um "acontecimento", é praticamente indiferente para mim.
Mas nesse dia, me lembrei de minha infância e me diverti ao pensar "Eba, hoje eu sentei no banco alto!"
sexta-feira, 1 de junho de 2007
Emocional
Faz tempo que não escrevo, ultimamente tenho corrido muito... mas quem não corre?
Vi, no lado esquerdo da página principal do meu blog o título do texto que eu postaria aqui futuramente - "emocional". O futuro foi ficando distante e resolvi fazer dele hoje presente.
A idéia é fazer uma defesa das emoções. Sei que isso não vai agradar a todos, mas preciso falar o que penso. Vejo muita gente valorizar a razão. Isso acontece em vários lugares: na universidade, entre meus amigos, na igreja. Isso na verdade nem é uma discussão recente. Desde que o homem é homem a razão é debatida e defendida, vejam-se os filósofos da Grécia Antiga.
Não acho a razão ruim e nem quero aqui contestá-la. Apenas vejo que nós não somos apenas seres racionais temos as nossas emoções também e acredito que elas não devem ser sempre reprimidas. Aquilo que eu sinto também é importante, e pode me indicar várias coisas. A minha emoção pode até ajudar a minha razão.
Não quero dizer com isso que devemos sair por aí guiados pelo que sentimos ("siga o seu coração" - talvez a frase mais comum nos filmes de Hollywood), mas quero dizer que não devemos cair em um outro extremo e condenar as emoções.
"Só devo agir racionalmente...etc etc" É esse pensamento que eu quero rejeitar aqui. O que sinto pode me ser muito util. Várias vezes eu percebo coisas, não porque cheguei a um raciocíneo lógico que me levou àquela conclusão, mas simplesmente porque senti.
Acredito que quando a gente pensa nas nossas emoções submetidas a Deus, maior ainda são as chances delas nos dizerem algumas coisas. Nos indicarem quando fizemos algo errado - geralmente ficamos tristes com isso, não é? Nos mostrarem quando fizemos algo certo - ufa! que alívio... parece que tiramos um peso de nossas costas. Existem tantas possibilidades daquilo que as nossas emoções podem nos indicar... arriscaria dizer que não tem fim, porque a nossa vida inteira vivemos "tantas emoções" (como diria Roberto Carlos - aiai... já tá ficando meio piegas..rs)
Enfim, se faço essa defesa das emoções é porque vejo que elas comumente têm sido tachadas como algo negativo. Acho esse julgamento muito injusto e quis mostrar aqui que elas são importantes na nossa vida sim. Aliás seria muito chato viver sem sentir nada.
Vi, no lado esquerdo da página principal do meu blog o título do texto que eu postaria aqui futuramente - "emocional". O futuro foi ficando distante e resolvi fazer dele hoje presente.
A idéia é fazer uma defesa das emoções. Sei que isso não vai agradar a todos, mas preciso falar o que penso. Vejo muita gente valorizar a razão. Isso acontece em vários lugares: na universidade, entre meus amigos, na igreja. Isso na verdade nem é uma discussão recente. Desde que o homem é homem a razão é debatida e defendida, vejam-se os filósofos da Grécia Antiga.
Não acho a razão ruim e nem quero aqui contestá-la. Apenas vejo que nós não somos apenas seres racionais temos as nossas emoções também e acredito que elas não devem ser sempre reprimidas. Aquilo que eu sinto também é importante, e pode me indicar várias coisas. A minha emoção pode até ajudar a minha razão.
Não quero dizer com isso que devemos sair por aí guiados pelo que sentimos ("siga o seu coração" - talvez a frase mais comum nos filmes de Hollywood), mas quero dizer que não devemos cair em um outro extremo e condenar as emoções.
"Só devo agir racionalmente...etc etc" É esse pensamento que eu quero rejeitar aqui. O que sinto pode me ser muito util. Várias vezes eu percebo coisas, não porque cheguei a um raciocíneo lógico que me levou àquela conclusão, mas simplesmente porque senti.
Acredito que quando a gente pensa nas nossas emoções submetidas a Deus, maior ainda são as chances delas nos dizerem algumas coisas. Nos indicarem quando fizemos algo errado - geralmente ficamos tristes com isso, não é? Nos mostrarem quando fizemos algo certo - ufa! que alívio... parece que tiramos um peso de nossas costas. Existem tantas possibilidades daquilo que as nossas emoções podem nos indicar... arriscaria dizer que não tem fim, porque a nossa vida inteira vivemos "tantas emoções" (como diria Roberto Carlos - aiai... já tá ficando meio piegas..rs)
Enfim, se faço essa defesa das emoções é porque vejo que elas comumente têm sido tachadas como algo negativo. Acho esse julgamento muito injusto e quis mostrar aqui que elas são importantes na nossa vida sim. Aliás seria muito chato viver sem sentir nada.
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